Humanização
Sobre a Humanização
A Política Nacional de Humanização (PNH) foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde no início dos anos 2000 para promover tratamento mais humanizado aos usuários do SUS.
A Humanização é o princípio que deve direcionar o atendimento à saúde com base na ética do cuidado. Ele visa promover melhorias na organização e funcionamento dos serviços de saúde atendendo aos direitos e necessidades do paciente.
Acredita-se que, quanto mais humanizado o atendimento, melhor é a adesão do paciente ao tratamento e menor o seu tempo de internação e risco de infecção. Para o profissional de saúde, a humanização significa melhores condições de trabalho, mais motivação e menos absenteísmo. E para a gestão do sistema de saúde, tudo isso se traduz em ganho de qualidade, eficiência e otimização de recursos.
Sobre Programa de Apoio à Humanização em Hospitais
Objetivo
O Programa de Apoio à Humanização em Hospitais é um projeto de capacitação com profissionais de saúde que visa humanizar o atendimento ao paciente em hospitais de cidades-sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014, alinhado à Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde.
Governança
O Programa foi idealizado pela Johnson & Johnson, patrocinadora oficial em cuidados com a saúde da Copa do Mundo FIFA 2014, como uma iniciativa que visa a contribuir para melhorar o atendimento ao paciente no sistema p de saúde do país.
Para o desenvolvimento e execução do projeto, a J&J conta com a parceria do Centro de Estudos da Faculdade de Medicina Social da Santa Casa de São Paulo, CEALAG - Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão, que assume a gestão técnica da capacitação.
Os hospitais participantes são indicados pelas Secretarias Estaduais e/ou Municipais de Saúde das cidades/estados-sede, e os profissionais de saúde participantes são selecionados pela direção de cada hospital envolvido.
Programa de Trabalho
O primeiro treinamento foi realizado em dezembro de 2013, com a capacitação de 35 profissionais em um projeto piloto no Hospital Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo.
Desde então, o programa já impactou mais de 300 profissionais de saúde em 35 instituições de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.
Para o ano de 2014 estão previstas atividades em mais de 60 hospitais e maternidades de 6 cidades, prevendo atingir centenas de profissionais de saúde.
Conteúdo
O Programa aborda questões estratégicas da Política Nacional de Humanização (PNH), como direitos do paciente, comunicação com o paciente e com a família, acolhimento, classificação de risco, ambiência, clínica ampliada e processo terapêutico singular, focando a inserção da rede social e afetiva do paciente no tratamento.
São 3 modalidades de capacitação:
Capacitação in loco
Em 56 horas de interação ao longo de 6 meses, a capacitação se dá em sessões teórico-práticas, rodadas de discussão e oficinas de planejamento participativo com os profissionais de saúde da Maternidade, Emergência e UTI de cada hospital participante.
Nas oficinas de capacitação in loco, os profissionais de saúde dos hospitais são orientados sobre a política de humanização e provocados a debater seus processos de gestão e atendimento para diagnosticar áreas críticas e desenvolver o plano de ações de melhoria, adequado à realidade de cada instituição, com metas, prazos e responsáveis. Os consultores do programa monitoram e orientam a implementação dos planos de ação por quatro meses após o encerramento das oficinas, através de uma sala de situação virtual desenvolvida especialmente para o projeto. Ao final desse período, eles retornam ao hospital para avaliar o impacto da intervenção.
Sensibilização e Multiplicação
Oficinas com profissionais de saúde, gestores de hospitais, membros de Núcleos Técnicos de Humanização e dos Núcleos de Qualidade de hospitais, além de representantes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, para dinâmicas de sensibilização visando a multiplicação do conhecimento com base na metodologia do programa de capacitação in loco.
Formação
Um curso de formação com médicos e enfermeiros residentes, que inclui debates, sessões de instrução com os médicos responsáveis pelos residentes dos hospitais, simulação de situações de atendimento e rodadas de compartilhamento de experiências. Após 9 meses de aulas quinzenais totalizando 36 horas de formação, realiza-se uma avaliação final para medir as mudanças causadas pela intervenção sobre os conceitos, comportamentos e aprendizagem dos residentes capacitados.

